Resíduos da Construção Civil: os custos do desperdício

Prosseguindo nossa conversa sobre os Resíduos da Construção Civil, onde no artigo anterior falamos em como reduzir o impacto ambiental (leia aqui), vamos agora abordar a questão dos custos do desperdício.

Um estudo desenvolvido pelo ITQC (Instituto Brasileiro de Tecnologia e Qualidade na Construção Civil), com 16 universidades em mais de 100 canteiros de obras em 12 estados, apurou que 1 m² de construção demanda 1 tonelada de materiais, onde em média 27% deste peso é gasto a mais que o necessário, ou seja, 270 quilos por m² construído viram entulhos. É como se a cada 3 prédios construídos, um virasse entulho.

Dificilmente alguém consideraria como normal, por exemplo, comprar 3kg de feijão no mercado e ao chegar em casa jogar 1kg na lixeira. Na obra a perda não acontece assim tão diretamente, sendo esse o grande problema. O desperdício acontece em pequenas quantidades em todas as etapas ao longo de todo processo, resultando em grandes proporções muito difíceis de serem mapeadas e por isso acaba-se tendo a falsa avaliação que o desperdício em obra “é assim mesmo”.

Em obra o desperdício é comumente chamado de entulho, sendo dividido em dois tipos: o entulho que sai e o entulho que fica.

Resíduos da Construção Civil
O entulho que sai é aquele que vemos nas caçambas coletoras, que dão origem aos Resíduos da Construção Civil. É relativamente fácil de ser medido e ter seu custo aferido. O engano é tratar o conteúdo da caçamba como lixo, sem valor. Na verdade nada do que está ali foi adquirido como lixo e sim como insumo necessário a obra. Assim, por exemplo, além de pagar em média R$ 220,00/m³ de argamassa de revestimento, tem-se o custo adicional de aproximadamente R$ 20,00/m³ para devida coleta e destinação do seu entulho. Como a perda média é de 27%, a argamassa na verdade custou R$ 225,40/m³. É assim que o custo da obra estoura qualquer orçamento.

Mas e aqueles resíduos que podem ser reaproveitados, até vendidos, como o aço? Verdade. É uma forma de tornar só muito ruim o que é horrível. Visto que comprar algo por R$ 2,30/kg e vender por R$ 0,15/kg não é exatamente um bom negócio. Mais uma maneira eficiente de “rasgar dinheiro”.

Mas tudo isso pode ser quantificado, já o entulho que fica… Aquele referente a espessura da argamassa na parede, que deveria ter 2cm e ficou com 5cm. Aquela tubulação que deveria seguir o projeto e gastar 10m de tubo, que para desviar da estrutura (não compatibilizada com o projeto hidrossanitário) deu mais voltas e gastou 12m. E por aí vai… Esse desperdício é muito mais difícil quantificar.

O combate mais eficiente a estes desperdícios, reduzindo os custos não previstos e também gerando menor impacto ambiental é, como falado no artigo anterior, a redução da geração do entulho. E isto é feito com gestão profissional da obra, planejamento e logística de canteiro, projetos eficientes, desenvolvidos e compatibilizados por profissionais habilitados e qualificados, uso de técnicas construtivas e equipamentos adequados à obra e ao local onde está inserida.

Adotando estas medidas, seu bolso e o meio ambiente agradecem.

Artigo publicado na coluna do Notícias Vale do Itajaí: leia aqui

Resíduos da Construção Civil: como reduzir o impacto ambiental.

Resíduos da Construção Civil

O setor da Construção Civil engloba diversas atividades relacionadas a produção de obras e tanto seus benefícios como impactos em diversas esferas são de grandes proporções. Neste contexto, o impacto ambiental possui notada relevância e tem em sua composição, principalmente, mas não exclusivamente, a geração de resíduos os chamados Resíduos da Construção Civil (RCC).

O maior foco quando se trata de RCC tem sido sua destinação para local adequado ao descarte ou centrais que o utilizem como insumo para produção de algum outro produto, a conhecida reciclagem.

A correta destinação e tratamento do RCC são de suma importância, mas podem causar um perigoso relaxamento na gestão da obra, do custo total e principalmente para o meio ambiente. A partir do momento que se admite que o problema do RCC está resolvido porque temos onde jogar ou o que fazer com ele, perde-se o maior potencial para sua correta gestão que é a redução da sua geração.

Grande parte do RCC gerado poderia ser evitado através da elaboração de projetos executivos detalhados e compatibilizados, do planejamento de obra e da logística de canteiro adequados e outros fatores relacionados à gestão da obra que têm impacto direto na geração do RCC.

Mas como assim? Explico e exemplifico.

Se o projeto da estrutura for compatibilizado com a alvenaria, pode-se evitar aquela quebra do tijolo na última fiada para caber no vão remanescente. Menos resíduo, maior produtividade e menor custo.

Se o projeto de detalhamento e paginação dos pisos cerâmicos for compatibilizado com o projeto de arquitetura, podem ser evitados os fechos com baixo reaproveitamento. Menos resíduo, maior produtividade e menor custo.

Elaborar projeto de canteiro adequado ao planejamento e logística da obra, evita desperdício de materiais (quebras e danos em embalagens) e de mão de obra (descarga dificultada e grandes distâncias no transporte interno). Menos desperdício, maior produtividade e menor custo.

Aliando estes e outros exemplos a uma gestão profissional e qualificada da obra, com monitoramento e controle constantes das atividades, evitando desperdícios e restrições de produtividade, obtemos uma menor geração de RCC, maior produtividade e uma gestão mais eficiente dos custos.

Eliminar totalmente o RCC pode até ser muito difícil de alcançar, mas sua significante redução é algo facilmente atingível onde como resultados teremos um menor impacto ambiental e uma significante redução de custos.

Artigo publicado na coluna do Notícias Vale do Itajaí: leia aqui

Extintores de incêndio

NRExtintores

A ABNT publicou a revisão das normas ABNT NBR 15809:2017 – Extintores de incêndio sobre rodas e a ABNT NBR 15808:2017 – Extintores de incêndio portáteis.

A norma ABNT NBR 15809 especifica os requisitos que garantem a segurança, confiabilidade e desempenho dos extintores de incêndio sobre rodas.

A norma ABNT NBR 15808 especifica os requisitos que garantem a segurança, confiabilidade e desempenho dos extintores de incêndio portáteis do tipo recarregável e descartável.

Saiba mais sobre essas e outras normas para o setor acessando www.abnt.org.br/catalogo

Fonte: ABNT