CELESC dispensa análise de projetos em BT para até 12 UC

A resolução da CELESC trata de projetos que não possuam subestação de transformação interna

Foi publicada em 04/08/2017 a Resolução DCL/DDI nº 39/2017 da CELESC, de 28/07/2017, conforme comunicado abaixo transcrito:

Prezados,

A Diretoria Comercial e a Diretoria de Distribuição por meio da Resolução 039/2017, dispensam a análise pela Celesc de projetos em baixa tensão compostos por até 12 unidades consumidoras e que não possuam subestação de transformação interna ao empreendimento.

O responsável técnico pelo projeto elétrico do empreendimento deverá dar entrada em uma solicitação de ligação nova ou aumento de carga em edifício de uso coletivo ou medição individual via sistema PEP, 150 dias antes da energização da obra, para que seja verificada a necessidade de melhoria na rede de distribuição.

Após aprovada a solicitação, o representante legal pelo empreendimento deverá solicitar a ligação nova ou troca de padrão do condomínio através de um dos canais de atendimento da CELESC, munido com a carta de aprovação da análise da rede e demais documentos necessários.

Ainda, após liberada a rede e a solicitação do representante legal, o responsável técnico pela execução deverá solicitar a vistoria via PEP, anexando o documento que ateste a responsabilidade técnica e o diagrama unifilar detalhado, conforme anexo da Resolução 039/2017.

Cabe salientar que a dispensa de apresentação para análise não isenta a necessidade de projeto elétrico. Não obstante, durante a vistoria será feita a verificação da conformidade da instalação com as normas da Celesc e ABNT, sendo esta pré-requisito para ligação do empreendimento.

Neste primeiro momento teremos um período transitório de 90 dias para que os projetos que vinham tramitando no sistema PEP sejam analisados e concluídos.

Atenciosamente,

Suporte PEP

CELESC

 

A W3F Engenharia realiza projetos complementares com foco em funcionalidade, segurança, menor custo de construção e baixo custo em consumo e operação para sua obra.

Resíduos da Construção Civil: os custos do desperdício

Prosseguindo nossa conversa sobre os Resíduos da Construção Civil, onde no artigo anterior falamos em como reduzir o impacto ambiental (leia aqui), vamos agora abordar a questão dos custos do desperdício.

Um estudo desenvolvido pelo ITQC (Instituto Brasileiro de Tecnologia e Qualidade na Construção Civil), com 16 universidades em mais de 100 canteiros de obras em 12 estados, apurou que 1 m² de construção demanda 1 tonelada de materiais, onde em média 27% deste peso é gasto a mais que o necessário, ou seja, 270 quilos por m² construído viram entulhos. É como se a cada 3 prédios construídos, um virasse entulho.

Dificilmente alguém consideraria como normal, por exemplo, comprar 3kg de feijão no mercado e ao chegar em casa jogar 1kg na lixeira. Na obra a perda não acontece assim tão diretamente, sendo esse o grande problema. O desperdício acontece em pequenas quantidades em todas as etapas ao longo de todo processo, resultando em grandes proporções muito difíceis de serem mapeadas e por isso acaba-se tendo a falsa avaliação que o desperdício em obra “é assim mesmo”.

Em obra o desperdício é comumente chamado de entulho, sendo dividido em dois tipos: o entulho que sai e o entulho que fica.

Resíduos da Construção Civil
O entulho que sai é aquele que vemos nas caçambas coletoras, que dão origem aos Resíduos da Construção Civil. É relativamente fácil de ser medido e ter seu custo aferido. O engano é tratar o conteúdo da caçamba como lixo, sem valor. Na verdade nada do que está ali foi adquirido como lixo e sim como insumo necessário a obra. Assim, por exemplo, além de pagar em média R$ 220,00/m³ de argamassa de revestimento, tem-se o custo adicional de aproximadamente R$ 20,00/m³ para devida coleta e destinação do seu entulho. Como a perda média é de 27%, a argamassa na verdade custou R$ 225,40/m³. É assim que o custo da obra estoura qualquer orçamento.

Mas e aqueles resíduos que podem ser reaproveitados, até vendidos, como o aço? Verdade. É uma forma de tornar só muito ruim o que é horrível. Visto que comprar algo por R$ 2,30/kg e vender por R$ 0,15/kg não é exatamente um bom negócio. Mais uma maneira eficiente de “rasgar dinheiro”.

Mas tudo isso pode ser quantificado, já o entulho que fica… Aquele referente a espessura da argamassa na parede, que deveria ter 2cm e ficou com 5cm. Aquela tubulação que deveria seguir o projeto e gastar 10m de tubo, que para desviar da estrutura (não compatibilizada com o projeto hidrossanitário) deu mais voltas e gastou 12m. E por aí vai… Esse desperdício é muito mais difícil quantificar.

O combate mais eficiente a estes desperdícios, reduzindo os custos não previstos e também gerando menor impacto ambiental é, como falado no artigo anterior, a redução da geração do entulho. E isto é feito com gestão profissional da obra, planejamento e logística de canteiro, projetos eficientes, desenvolvidos e compatibilizados por profissionais habilitados e qualificados, uso de técnicas construtivas e equipamentos adequados à obra e ao local onde está inserida.

Adotando estas medidas, seu bolso e o meio ambiente agradecem.

Artigo publicado na coluna do Notícias Vale do Itajaí: leia aqui

Resíduos da Construção Civil: como reduzir o impacto ambiental.

Resíduos da Construção Civil

O setor da Construção Civil engloba diversas atividades relacionadas a produção de obras e tanto seus benefícios como impactos em diversas esferas são de grandes proporções. Neste contexto, o impacto ambiental possui notada relevância e tem em sua composição, principalmente, mas não exclusivamente, a geração de resíduos os chamados Resíduos da Construção Civil (RCC).

O maior foco quando se trata de RCC tem sido sua destinação para local adequado ao descarte ou centrais que o utilizem como insumo para produção de algum outro produto, a conhecida reciclagem.

A correta destinação e tratamento do RCC são de suma importância, mas podem causar um perigoso relaxamento na gestão da obra, do custo total e principalmente para o meio ambiente. A partir do momento que se admite que o problema do RCC está resolvido porque temos onde jogar ou o que fazer com ele, perde-se o maior potencial para sua correta gestão que é a redução da sua geração.

Grande parte do RCC gerado poderia ser evitado através da elaboração de projetos executivos detalhados e compatibilizados, do planejamento de obra e da logística de canteiro adequados e outros fatores relacionados à gestão da obra que têm impacto direto na geração do RCC.

Mas como assim? Explico e exemplifico.

Se o projeto da estrutura for compatibilizado com a alvenaria, pode-se evitar aquela quebra do tijolo na última fiada para caber no vão remanescente. Menos resíduo, maior produtividade e menor custo.

Se o projeto de detalhamento e paginação dos pisos cerâmicos for compatibilizado com o projeto de arquitetura, podem ser evitados os fechos com baixo reaproveitamento. Menos resíduo, maior produtividade e menor custo.

Elaborar projeto de canteiro adequado ao planejamento e logística da obra, evita desperdício de materiais (quebras e danos em embalagens) e de mão de obra (descarga dificultada e grandes distâncias no transporte interno). Menos desperdício, maior produtividade e menor custo.

Aliando estes e outros exemplos a uma gestão profissional e qualificada da obra, com monitoramento e controle constantes das atividades, evitando desperdícios e restrições de produtividade, obtemos uma menor geração de RCC, maior produtividade e uma gestão mais eficiente dos custos.

Eliminar totalmente o RCC pode até ser muito difícil de alcançar, mas sua significante redução é algo facilmente atingível onde como resultados teremos um menor impacto ambiental e uma significante redução de custos.

Artigo publicado na coluna do Notícias Vale do Itajaí: leia aqui